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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Entrevista Christine Fernandes!

Que insights vêm com a Rita, sua próxima personagem?
Na vida não é preciso estar sempre glamourosa. Dá para ser normal, sair na rua sem a necessidade de estar o tempo inteiro agradando, sabe? A referência dessa personagem é de uma mulher brasileira mais popular, com sérias dificuldades financeiras... É bem diferente dos outros papéis que me davam, eles tinham sempre algum glamour explícito. O dela está na personalidade, no caráter, na ética...

 

Não causou um certo estranhamento mudar o look da água pro vinho?
Deixar de ser loira me trouxe muita liberdade. As pessoas sempre me viam como aquela mulher glam total... Acho que agora dei uma certa relaxada quanto a isso. A loirice traz junto com ela um compromisso com um certo tipo de beleza. Isso é uma responsabilidade que pesa muito! O loiro é uma luz, né? O valor visual perdeu um pouco a força pra mim agora. Não quero estar aprisionada a uma imagem, nem a uma idéia ou a um conceito. O artista tem que ter autonomia, precisa poder estar esculhambado de vez em quando. Não pode estar o tempo inteiro asséptico...

 

Isso a faz mergulhar em um lado diferente de encarar os fatos da vida?
Tudo que cai no meu colo eu aproveito! Está sendo um exercício de autoconhecimento da minha personalidade, do meu visual, dos sentimentos, da maneira de me ver. Tanto é que, por exemplo, fiquei muito tempo sendo loira e agora nem me reconheço nas fotografias! E mais importante do que como eu me enxergo numa foto, é como eu me vejo na vida... Estão se abrindo novos caminhos de pensamento para mim. Sou uma pessoa curiosa e preciso muito disso. Rupturas me levam a lugares que ainda não conheço. Sempre fui de romper coisas e me lançar pro novo.

 

Que elementos da sua vida real você empresta à ficção?

Tudo o que tenho, os meus problemas e sofrimentos, eu coloco junto. A personagem Rita está sendo muito boa pra mim porque ela vive os dramas populares da mulher brasileira: não viaja pro exterior, tem o apartamento alagado, dificuldade pra pagar o aluguel e um trabalho pífio do qual precisa. Mas ao mesmo tempo ela tem senso de humor, sabe? Não é vítima. Eu tento me embrenhar muito nessa história e vou pincelando com minhas tragédias pessoais (ela me conta um episódio em que sua cachorra quase morreu atacada por cães da vizinhança). Todas elas vão me agregando, até as mais inconsistentes. Vou criando um estofo. É como um livro que você lê (ela tira um livro de sua bolsa, A elegância do ouriço, de Muriel Barbery). Você pode esquecer o título, mas vai lembrar daquele trecho que te pegou, que chamou a atenção. Tudo vai somando pra mim, tudo. Tento entender o drama da Rita: ela tem uma filha com um cara que nem sabe e ainda foi rejeitada por um outro em quem apostou todas as fichas...

 

Já foi rejeitada por alguém em quem apostou todas as suas fichas?
Não, porque acho que nunca apostei todas as minhas fichas em ninguém! A não ser no Floriano (seu marido)... E se ele me largar, eu tô f*...! (risadas)!

 

Conte um dos seus maiores prazeres descobertos nesses últimos tempos?
Ah, ser fiel a mim mesma. Porque aí não estou blefando. Eu estou aqui sentada conversando com você porque eu quero... Creio que ser fiel ao seus desejos internos, ao seu bom senso, ao que acredita, é o mais prazeroso de tudo. Assim você se sente inteira, íntegra, verdadeira. Quando tenta fazer muitas coisas ou aparecer de mil maneiras, vira tudo um blefe. Porque vai ter um momento em que vai estar fora do seu centro. E estar nele é tão bom, porque dá para dizer "não" com a maior tranqüilidade. Esse "não" vai parecer um "sim", porque estará coberto de argumento, de razão, estará fiel aos seus sentimentos. Acho que isso é a melhor coisa que eu aprendi na vida.

 

Hoje você se sente no lugar certo?

Acho que sim. Minha vida profissional está no lugar, tenho um filho (Pedro, quatro anos) que eu não imaginava que teria há dois anos e ele me dá muito prazer. A maternidade foi uma coisa agradabilíssima pra mim. Amorosamente, afectivamente, tenho um parceiro incrível, independente das fases do casamento. Tenho acesso a coisas que me interessam, como a cultura. Acho que estou no lugar certo e na hora certa, sinto essa tranqüilidade.

 

Você já jogou vôlei, desfilou em passarelas do Japão e EUA, tem sido chamada para testes em Hollywood, A-R-R-A-S-O-U nessa capa e ensaio de fotos, pratica Muay Thai, é mãe... O que mais gostaria de fazer?
(Seus olhos brilham) Eu gosto muito de escrever, desde pequenininha. Aos oito ou nove anos participei de um concurso de redação em que tinha que fazer uma história para o Snoopy. Eu fiz e a minha historinha levou o segundo lugar entre participantes do país inteiro. Fui com o meu pai receber o cheque que, na época, era uns duzentos cruzeiros. Depois daquela premiaçãozinha simbólica, achei que escreveria pra sempre. Ao longo da minha vida tem escritinhos meus de várias fases. Eu adoro escrever, principalmente crônicas. Se um dia eu conseguisse finalizar um roteiro ou alguma coisa assim, acho que ficaria muito satisfeita. Seria uma vertente diferente do trabalho de actriz que eu gostaria de exercitar. (Christine tem um blog na internet: bloglog.globo.com/christinefernandes).

 

Eu diria que você tem mãos de pianista...
Eu toquei piano quando criança. Namorei muitos músicos. A música chegou a mim pelos meus amores...

 

Você era muito namoradeira, Christine?
Muito, muito... A minha vida inteira (risadas)! Eu era uma desesperada, sabe? A ponto de namorar dois ao mesmo tempo, um no Japão e outro no Canadá, e eu ser descoberta e ficar sem um nem outro! Foram burradas históricas! Mas acho que já dei uma aquietada. Quando você é muito namoradeira fica com um pé em cada lugar, ou seja, não está em lugar nenhum. O seu nível de envolvimento, de um a dez, é cinco. Você divide com os dois namorados: cinco pra um e cinco pra outro. Quando optei por ter um amor só, foi um momento de maturidade porque nem eu achava que seria capaz de me envolver o suficiente com uma só pessoa. Foi uma surpresa.

 

Foi o Floriano ou antes dele?
Foi ele. Acabou sendo um momento de mudança pra mim. Acho que percebi que não estava me envolvendo em nada, que estava sempre com o passaporte pra outro lugar. E a minha vida era muito isso: ficar viajando de um lado para outro. Aí creio que, quando entendi que trabalhar dentro da intimidade é uma coisa muito mais difícil do que se relacionar mil vezes com mil pessoas diferentes, foi um desafio. Agora estou curtindo esse momento. E enquanto for desafiador para mim, eu vou continuar assim.

 

Como você lida com seus desejos? 
Oscar Wilde tem uma frase muito boa que diz que a melhor forma de se libertar de um desejo é se entregar a ele. É isso... Vivo intensamente as minhas coisas, mas não faço alarde, sou muito reservada. Minha vida é pra poucos.

 

Qual a sua concepção de relação aberta? 
Funciona pra muitas pessoas. Casamentos, relações, são contratos que você faz. E a partir de um certo tempo, eles têm que ser reavaliados, actualizados. Mas actualmente o meu não prevê isso (risos). Se um dia esse acordo mudar, serei a primeira a fazer os ajustes necessários. Não quero ninguém junto de mim que não esteja feliz e eu, principalmente, não quero ficar infeliz.

 

O que aprisiona você hoje?
A imagem que fazem de mim. Acho que hoje estou bem consciente das minhas limitações e de como superá-las. Mas tem aquela limitação que o outro lhe impõe. No meu caso, como sou actriz, propuseram um certo tipo e me fecharam nele, isso é complicado de embarreirar. Como o que falei sobre loirice, que ela sempre tem que estar ligada à beleza, à exuberância... E é tão bom não ter que ser o tempo inteiro aquilo que os outros imaginam... Senão você acaba acreditando naquela máscara, na persona, e não vive. A sua vida se resume a se mostrar daquele jeito que todos esperam. Talvez por isso tenho uma certa resistência de escrever no meu blog... É claro que quero dar às pessoas o que elas fantasiam a meu respeito, mas não posso ser só isso, senão estarei vivendo uma vida blefe. Eu quero que elas se interessem por aquilo que esperam de mim, mas que eu possa, no caminho, me colocar lá de verdade e que isso seja aceito como normal também. Eu não quero forjar que eu sou a Rita, ou a Aurélia, ou qualquer outra. Quero ser eu mesma. Se no caminho as pessoas que gostam das personagens puderem me entender e me aceitar do jeito que eu sou, óptimo.

 

Já que todo mundo tem um lado negro, o que mais a assusta em você mesma? 
Posso ser uma ditadora se eu alimentar (risos)! Profissionalismo é fundamental. Cumprir horários é importantíssimo. Se você atrasa, todo mundo paga o pato. Para mim isso é uma regra de vida, tento ser muito profissional. Quando alguém escapole disso, eu fico louca! E se eu der vazão... Ah! Eu posso virar uma ditadora (gargalhadas)!

 

Extraordinária!"Christine Fernandes é a mais bela atriz brasileira. Afirmação óbvia e trivial, mas injusta. Injusta porque obscurece a verdade mais importante, ou seja, que ela é uma atriz extraordinária. Sei disso porque fizemos juntos - eu como autor, ela como protagonista - uma das novelas de maior prestígio da recente teledramaturgia brasileira: Essas mulheres, na Record, baseada em obras de José de Alencar. Christine interpretou Aurélia Camargo, personagem de enorme riqueza humana, ambígua, dificílima. E enfrentou o desafio com talento insuperável." Marcilio Moraes, teledramaturgo

 

 

fonte: Revista Uma

publicado por . às 17:49
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