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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Christine na revista Estilo!

 

 

Durante dois meses Christine Fernandes passou por momentos de angústia. Procurava desesperadamente por uma fragrância que parecia não existir. Diante dos vidros coloridos de perfume tentava encontrar um cheiro que lembrasse terra, quotidiano, ser comum, mas que mantivesse a doçura feminina. Até que, depois de muita pesquisa, achou o ideal: o de flor de cerejeira da L´Occitane. É esse o cheiro da batalhadora Rita, sua personagem de "A Favorita". Para cada personagem que interpreta adopta um perfume. "para mim isso é muito importante ao começar um novo trabalho. Muitas pessoas não entendem, mas cada actor tem uma forma distinta de criação. A minha começa por aí", diz.

 

Longe do set de gravação, Christine, a mulher real, casada com o actor Floriano Peixoto e mãe do pequeno Pedro, não se prende a fragrâncias. "Sou volúvel, não sou fiel a quase nada na vida. Eu me respeito, gosto de ser livre e de ter o poder de escolha", afirma. O estado de espírito é que determina o perfume que a acompanha durante o dia. Actualmente, Red Delicious, de DKNY, e Beat, da Burberry, são os parceiros mais frequentes. No dia da entrevista a actriz escolhera Chance, da Chanel, por ser "despretensioso, leve". A roupa poderia ser descrita da mesma forma. Completamente à vontade, usava um vestido de malha azul royal na altura dos joelhos e soltinho no corpo. Nos pés, sandálias baixas. "A roupa expressa um pouco da minha personalidade e dos meus sentimentos. Hoje, por exemplo, depois do banho vesti uma blusa branca. Mas senti que precisava de mais energia e troquei por este vestido azul, que dá uma levantada no astral", diz. Nada é radical para ela. Prega com veemência a liberdade: "Sou uma pessoa com muitas possibilidades e gosto disso. Tenho potencial para ser um mulherão ou uma mulher comum. Quero experimentar de tudo um pouco, tanto com as minhas personagens quanto na vida".

 

Por esse motivo em seu guarda-roupa cabe de tudo. No entanto, outro dia ouviu de um dos directores da novela, Paulo Silvestrini, uma frase que a deixou nas nuvens: "Você se veste como uma mulher". Christine não resiste a um vestido, aposta nos decotes que deixam as costas de fora e acha "hipernecessário" um bom salto alto. "No dia-a-dia adopto rasteirinhas, mas quando me produzo um pouco sinto falta do salto. Ele não me incomoda, muito pelo contrário, me agrega", diz. Manolo Blahnik está entre os seus designers preferidos. "Os sapatos são lindos, confortáveis, objectos de fetiche, pequenas obras de arte", descreve. Não é "perdulária" quando o assunto é moda – faz questão de repetir isso inúmeras vezes –, mas admite que óculos escuros são a sua maior perdição. "Tenho vários, acho que uns 30. Dá para abrir uma lojinha", diz. Na última vez que foi a Nova York, um de seus destinos preferidos para compras, trouxe quatro exemplares. Foi de lá que veio a bolsa bege, grande, que acompanha quase todas as suas produções. "Estou morando dentro dela. É do Marc Jacobs, um estilista que admiro, por fazer uma moda sem afectação", afirma.

 

É difícil dizer se está mais bonita agora, com os cabelos escuros – tingidos por causa da personagem – ou loiros. Nem ela ainda se acostumou com o novo visual, assinado pelo cabeleireiro Wanderley Nunes. "Foi uma mudança muito grande. Não é só estética. Mudou a forma como o mundo me vê. É da natureza do olhar humano notar primeiro o claro. Por isso acho que as loiras chamam mais atenção. Morenas são mais misteriosas", diz. Nesse quesito pouco importa se ela tem ou não razão. "A Chris é linda e diáfana. Sempre gostei desse adjectivo e agora achei a oportunidade de usá-lo. Diáfano quer dizer ‘o que, sendo sólido, dá passagem à luz. E qual seria a melhor forma para descrever os olhos dela?", diz o actor José Mayer, seu colega em A Favorita. "Admiro a determinação com que realiza o seu trabalho, a disciplina, o caminho criterioso que adoptou na profissão. Mas gosto, sobretudo, dos momentos em que jogamos conversa fora nos intervalos das gravações", completa.

 

Christine admite ser vaidosa até a página oito. De um livro de quantas páginas? "Cerca de 100, no mínimo", ri. Nunca dorme de maquilhagem e usa filtro solar o tempo todo. À noite passa cremes e hidratantes manipulados indicados pela dermatologista Eliane Senos. O blush está sempre presente no nécessaire. "Amo. Vou ser daquelas velhinhas que saem com duas bolinhas cor-de-rosa nas bochechas sem o menor constrangimento", diz. Actualmente adopta os das marcas Stila e M.A.C, que aplica depois de uma base da Clinique.

Com 53 quilos, segue uma alimentação balanceada e, ultimamente, tem se dedicado ao muay tai, o boxe tailandês. "É um divertimento. Depois de um dia difícil, estressante, vou lá e dou socos e pontapés. Sinto-me num filme de acção. Queimo muitas calorias, boto os bichos para fora e saio zerada." A chegada dos 40, completados este ano, não a assustou. "Não acredito que com 30 anos a mulher tem que seguir um padrão, aos 40 outro e assim por diante. Isso é uma convenção estipulada por alguém sem o meu consentimento. E por isso mesmo nada mudou na minha vida", afirma.

 

Faz terapia há quase 15 anos. "É o dinheiro mais bem pago do mundo. Antes repetia os mesmos erros e, inconscientemente, achava que a vida estava sendo injusta comigo. E é tão raso pensar assim, né? Porque você tem que pensar no que vai fazer da vida e não no que a vida faz com você", diz. A actriz Maria Ribeiro, que é sua amiga desde que estrearam juntas em História de Amor, em 1995, foi convencida por ela a enfrentar o divã. "Desde então a minha vida mudou", admite a actriz, que descreve Christine como delicada, "do tipo que escreve cartão de aniversário". Ela confirma: "Tenho um temperamento agressivo para algumas coisas. Sou do tipo que age, faz, produz. Em contrapartida, sou muito cuidadosa com as pessoas de que gosto. Na vida você não pode ser só o urso, tem que também saber ser o beija-flor".

 

 

Pouco antes de me receber, num fim de tarde carioca, ela procurava pedras para o jardim numa trilha próxima à sua casa. Cuidar das orquídeas e das árvores é também sua terapia. Está feliz vendo os frutos das sementes que plantou. O momento é de estabilidade, afirma o mapa astral que encomendou este ano e que guarda junto aos 19 de anos anteriores. Tudo está no devido lugar. No início do ano se mudou para uma linda casa na zona oeste do Rio de Janeiro. Em um dos cômodos montou um escritório onde guarda livros, discos e recebe os amigos para leitura de peças ou para rodadas de estudo de filosofia. Além de quadros em preto-e-branco com cenas clássicas do cinema, um mapa-múndi imenso ocupa toda a parede. É ali que vê os caminhos que percorreu e o que ainda quer passar. Nascida em Chicago, nos Estados Unidos, Christine veio para o Brasil aos 3 anos. Da infância se lembra com carinho das inúmeras vezes que assistiu ao Flamengo jogar no Maracanã e das partidas de vôlei que disputava com o pai, Antônio, na praia. Aos 18 virou modelo fotográfico e morou na Europa, Estados Unidos e Japão. Até que, em 1994, recebeu o convite para fazer um teste para a Oficina de Actores da Globo. Largou tudo e mergulhou no sonho de menina de ser actriz. "Venho de uma família supertradicional, o meio artístico passava longe da minha realidade. Mas nunca deixei de acreditar. O que tem que acontecer acontece" diz, com a segurança de quem conhece bem de perto o perfume energizante do sucesso.

publicado por . às 13:03
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